Coruche

Coruche é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, com cerca de 9200 habitantes. Desde 2002 que está integrada na região estatística (NUTS II) do Alentejo e na subregião estatística (NUTS III) da Lezíria do Tejo; até aí fazia parte da antiga região de Lisboa e Vale do Tejo. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo.Bandeira com Brasão de Coruche

É sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1113,95 km² de área mas apenas 20 191 habitantes (2006), subdividido em 8 freguesias: Biscainho, Branca, Coruche, Couço, Erra, Fajarda, Santana do Mato, São José de Lamarosa. O município é limitado a norte pelos municípios de Almeirim e Chamusca, a nordeste por Ponte de Sor, a leste por Mora, a sueste por Arraiolos, a sul por Montemor-o-Novo e pela fracção secundária do Montijo, a oeste por Benavente e a noroeste por Salvaterra de Magos.

Economia

O Concelho de Coruche, com uma população aproximada de 28 000 habitantes possui a sua maior riqueza na agricultura, onde labora 44% da sua população activa. Na pujante e fertilíssima campina do Vale do Sorraia desenvolve-se intensa actividade agrícola e pecuária, sendo a charneca coruchense constituída, em grande parte, por montado de sobro, que torna Coruche o primeiro produtor mundial de cortiça a nível concelhio. O Concelho possui alguma indústria, com especial relevância para a transformação dos produtos agrícolas, sendo a Zona Industrial do Monte da Barca um factor importante no desenvolvimento económico local.

História

Juntas de Freguesia
  • Biscainho
  • Branca
  • Coruche
  • Couço
  • Erra
  • Fajarda
  • Santana do Mato
  • São José de Lamarosa

A povoação de Coruche, de que não se conhece a origem com segurança, existe desde época muito remota, havendo achados vários que atestam a presença humana desde o Paleolítico. Situada na encosta sobranceira à margem direita do Rio Sorraia, conheceu outrora a existência de uma fortificação no cimo do monte, que os árabes arrasaram em 1180, não mais se reconstruindo. Coruche foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques em 1166 e doada pelo rei à ordem de Aviz 10 anos depois. O mesmo monarca concede-lhe foral em 26 de Maio de 1182.

A história de Coruche, perdida no tempo, remontando à Era da dominação romana, está intimamente ligada à AGRICULTURA, característica que continua a acompanhâ-la. Segundo o "Estudo Histórico de Coruche", a origem de Coruche remonta à época de pacificação das zonas conquistadas pelos romanos, direccionadas para as regiões mais ricas do ponto de vista agrícola. Temos assim fundada pacificamente, por circunstâncias económicas. Esta região possui ainda hoje vestígios de diversas e importantes obras de engenharia hidráulica romana. À altura, as principais produções agrícolas eram os cereals, o azeite, a bolota, a figueira e a vinha.

Ainda da época romana nos vêem os latifúndios que geraram importantes centros de exploração agrária, dando origem a importantes aglomerados populacionais em todo o concelho: "A vila de [(Coruche)] não conserva quaisquer características medievais. Possui, sim, as características dos povoados ribatejanos não fortificados, os quais se alongam junto de um rio ou de uma estrada, indiferentes à urbanização, procurando antes a facilidade de uma rápida comunicação com o exterior para fins comerciais e agrícolas".

Sobre a dominação árabe poucos documentos existem. Coruche é tido como um local de puro interesse estratégico na defesa e ataque de Santarém pelos mouros, e não como local cobiçável pela sua possível riqueza. Aí permaneceu fixa uma população entregue à lavoura e à exploração da terra arável.

Em 1176 foi Coruche doada por D. Afonso I à Milícia da Ordem de S. Bento de Évora (mais tarde Ordem de Avis), com o seu castelo. Ficava, assim, Santarém defendida por uma linha avançada e a reconquista avançando para terras do Alentejo. O foral de concelho foi-lhe dado pelo mesmo monarca em 1182, com o consequente aumento populacional e desenvolvimento comercial e agrícola. Privilégios e concessões sucessivas dos poderes temporais e religiosos foram atraindo a esta região um grande número de "colonos". A essa altura desfrutava também esta região de uma importante localização, no cruzemento de caminhos para Évora, Santarém, Badajoz, Sevilha e Alcácer.

Em consequência da Lei das Sesmarias, em 1429 é criado o concelho de Erra que, tendo atingido o seu auge no ínicio do séc. XVI, decaiu pouco tempo depois por não possuir vitalidade própria nem economia minimamente auto-suficiente. Os lugares de Couço, Pêso, Santana do Mato e Santa Justa foram também importantes localidades de origem e sobrevivência rurais do séc. XVIII.

Temos assim uma região cuja história, povoamento e determinante económica, foram profundamente marcadas pelas intenções de povoamento dos nossos primeiros reis, pelos aforamentos, pelas dádivas de terras, pela Lei das Sesmarias. Os séculos XVI, XVII e XVIII foram épocas de grande importância económica da região, que chegou a ser a primeira a nível nacional no fabrico de cortiça e de vinho. Este desenvolvimento prova-se ainda pela importância do comércio, que, à altura, beneficiava de boa navegabilidade do Sorraia onde se localizavam importantes portos.

O grande incremento da agricultura desta região e a ausência de investimentos a nível industrial, a existência de grandes latifúndios baseados essencialmente na produção de cortiça, vieram a determinar a chegada de Coruche à 2ª metade do séc. XX reduzida à sua condição de dependente da agricultura e da terra.

À semelhanga do seu "co-progenitor" Alentejo, a história mais recente de Coruche é a história da luta do povo rural pela sua sobrevivência, a história da recente Reforma agrária.

Fonte: Wikipédia

Lenda

Segundo a lenda, o nome "Coruche" está relacionado com D. Afonso Henriques. Vindo de Santarém, o rei tinha como objectivo evitar que os Mouros dali fizessem uma base para a reconquista daquela grande cidade. Chegando ao local, no alto de dois pinheiros, viu pousadas corujas, que ficaram impassíveis diante da agitação dos soldados e do barulho das armas. "Acabámos de chegar à terra das corujas", exclamou então o monarca.

Conta-se também que a Igreja do Castelo foi construída no topo do monte por D. Afonso Henriques que a dedicou a Nossa Senhora do Castelo, a Santa protectora dos soldados. Durante a Guerra Colonial muitos foram os soldados que aí rezaram à Virgem, deixando as suas fotografias e fazendo promessas a pedir para regressarem salvos e capazes de cuidar dos seus filhos.

Fonte: Ecclesia

 


APOIOS OFICIAIS

logo_cm logo_coruche_inspira logo_sagres

Tabela de Publicidade
Deixe-nos a sua mensagem
board
mail
Subscreva a nossa newsletter e receba as notícias em primeira mão.





Mapa de Coruche

mapa

Galeria de Fotos e Vídeos

photos
videos