As Festas
Com início no século XVI, estas festas realizavam-se inicialmente a 2 de Julho. Por carta régia de D. Manuel foram transferidas para o dia 15 de Agosto, sendo instituída também e na mesma data a procissão, que ainda hoje se realiza.
As festas populares de Coruche, tal como hoje se apresentam, remontam há cerca de 40 anos, quando deixaram de ser uma festa exclusivamente religiosa para integrar uma parte profana, na qual se englobam as representações comerciais e industriais, touradas, espectáculos musicais, exposições, provas desportivas e o tradicional Cortejo Etnográfico e do Trabalho, que se realiza no dia 17.
Lenda da Senhora do Castelo
Contam as lendas populares e religiosas que a ermida de Nossa Senhora do Castelo, de Coruche, foi fundada por D. Afonso Henriques, conservando-se nela ainda um retrato deste rei.
O espaço religioso sofreu, ao longo dos anos, várias restaurações, apresentando-se, hoje como totalmente recuperada, pintada em tons de azul-ferrete e branco, duas cores próprias da região e utilizadas em muitas habitações de Coruche.
Diz ainda a lenda que, alguns anos após a reedificação do santuário dedicado a Nossa Senhora do Castelo, a povoação de Benavente, sentindo-se em perigo perante o avanço de povos mouros, enviou a Coruche uma comissão para pedir e levar a imagem da Senhora do Castelo, porque acreditavam que assim seriam protegidos dos ataques.
Os coruchenses aceitaram o pedido, mas passado o ataque dos mouros, os habitantes de Benavente não queriam devolver a imagem a Coruche.
O senado da Câmara de Coruche enviou representantes ao senado de Benavente, mas voltaram sem a imagem. É neste ponto que começa verdadeiramente a lenda: dizem as crónicas que, no caminho de regresso, estes representantes encontraram a imagem da Senhora do Castelo sobre uma linha divisória que separava os concelhos de Coruche e de Benavente.
Ao que consta a imagem estava voltada para Coruche, e por isso foi imediatamente interpretado que era neste concelho que a Senhora do Castelo queria ficar.









